Complemento: Espaço Geográfico; Revoluções e Evoluções. Aula CENEB 1° A


As Revoluções e evoluções que possibilitara a Transformação do Espaço Geográfico 

Domínio do fogo



O domínio do fogo por antigas espécies de hominídeos entre 400 mil e 1 milhão de anos atrás não teria acelerado nossa evolução apenas ao afugentar predadores e permitir preparar os alimentos, aumentando sua digestibilidade e proporcionando maior consumo de calorias, entre outras vantagens diretas do seu uso. Com as fogueiras acesas, nossos antepassados também alteraram seu ciclo circadiano e, ao iluminarem a escuridão noturna, criaram um novo tempo e espaço de convivência que teria ajudado no seu desenvolvimento cognitivo e social.
Domínio do fogo possibilitou início da 'boemia' na pré-história.




A domesticação de animais

A domesticação de animais ou plantas é um processo utilizado desde a pré-história. Consiste na seleção e adaptação de certos seres vivos, considerados úteis para suprir necessidades humanas. A domesticação consiste numa relação ecológica do tipo esclavagismo desenvolvido pelos seres humanos associados com outras espécies de seres vivos. Ao longo de milhares de anos, esse processo acarretou modificações em várias características originais dos seres vivos domesticados, chegando em muitos casos ao desenvolvimento de dezenas de raças, como os cães e gatos.
Outros exemplos de animais domésticos são o cavalo, vaca, porco, cabra, coelho, ovelha e várias aves como a galinha. Muitos deles são utilizados na pecuária. A domesticação acompanha a História da civilização, sendo benéfica para o desenvolvimento da mesma, porém é extremamente prejudicial à natureza e à ecologia, já que, em contraste com a seleção natural, a domesticação provoca uma seleção artificial de alguns seres vivos em detrimento de outros que o ser humano procura eliminar por considerar hostis à sua sobrevivência. A domesticação, desse modo é um fator de redução da biodiversidade. A agricultura quando vista como praga biológica acarreta a devastação de florestas naturais e em seu lugar são instaladas monoculturas. O habitat e os alimentos de animais selvagens são dessa forma destruídos.



Invenção da Roda 

roda é talvez uma das invenções principais na trajetória de desenvolvimento tecnológico do ser humano. Com ela, os povos primitivos tornaram o transporte mais rápido e fácil, além de contribuir para transformar as primeiras aglomerações humanas em cidades maiores.
A prova mais antiga de seu uso data de cerca de 3500 a.C., e vem de um esboço em uma placa de argila encontrada na região da antiga Suméria, na Mesopotâmia (atual Iraque), mas é certo que sua utilização venha de períodos muito mais remotos.
Apesar de invento básico e elementar, a roda ainda encontra importância fundamental em meio à nossa sociedade, em especial nos modernos automóveis. Os primeiros modelos traziam rodas de aros de madeira, como o das carroças. Logo são adotadas rodas com raios de arame e as chamadas "rodas de artilharia", fabricadas em uma única peça de ferro fundido. Na década de 1930, surgem as rodas de aço estampado, mais leves, resistentes e baratas. Atualmente, o tipo mais popular entre o consumidor são as rodas de liga leve.




Revolução Agrícola

Revolução neolítica ou Transição Demográfica Neolítica, às vezes chamada de Revolução Agrícola, foi a transição em grande escala de muitas culturas humanas do estilo de vida de caçador-coletor e nômade para um agrícola e sedentário fixo, tornando possível uma população cada vez maior. Estas comunidades estabelecidas permitiram que os seres humanos observassem e experimentassem com plantas para aprender como crescem e se desenvolvem. Este novo conhecimento levou à domesticação das plantas.

O período neolítico (8 mil a.C. a 5 mil a.C.) é marcado pelo fenômeno que ficou denominado primeira revolução agrícola. Além da agricultura, o homem passa a dominar a criação de animais. Os dois fatores são decisivos para a redução dos deslocamentos em busca de água e alimentos. Até então, as tribos eram essencialmente nômades, caçadoras e coletoras.

 

 



Revolução Urbana no Neolítico

No período neolítico, a revolução urbana ocorre como uma conseqüência da Revolução agrícola. Sem a necessidade de migrar, a sociedade se organiza na região da Mesopotâmia, cerca de 5 mil anos a.C., na Suméria. Com o domínio do meio ambiente, o homem passa a acumular alimento e exerce uma nova forma de organização. Assim, a complexidade da sociedade aumenta e começam a aparecer os grandes centros urbanos. O mesmo processo ocorre em momentos diferentes no Egito, China e na América Central.

 

Sistema de dez critérios para indicar o desenvolvimento de uma sociedade:
·         Escrita
·         Aumento do tamanho do grupo
·         Concentração de riqueza
·         Edificações de larga escala - grandes construções
·         Arte representativa
·         Conhecimento da ciência e engenharia
·         Comércio exterior - interação com outras sociedades
·         Presença de especialistas que dominavam a subsistência
·         Sociedade dividida em classes
·         Organização política baseada na residência e não em parentesco
O sistema foi criticado por estudiosos que apontaram não ser necessária a obediência a todos os critérios para considerar uma organização social. Entre os fatores excluídos está a escrita.




Criação da escrita  
Foi somente na antiga Mesopotâmia que  a escrita foi elaborada e criada. Por volta de 4.000 a.C., os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme. Usavam placas de barro, onde cunhavam esta escrita. Muito do que sabemos hoje sobre este período da história, devemos as placas de argila com registros cotidianos, administrativos, econômicos e políticos da época. 
Os egípcios antigos também desenvolveram a escrita quase na mesma época que os sumérios. Existiam duas formas de escrita no Antigo Egito: a demótica (mais simplificada) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida dos faraós, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamada papiro, que era produzida a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado para escrever.



Revolução Industrial
Revolução Industrial foi a transição para novos processos de manufatura no período entre 1760 a algum momento entre 1820 e 1840. Esta transformação incluiu a transição de métodos de produção artesanais para a produção por máquinas, a fabricação de novos produtos químicos, novos processos de produção de ferro, maior eficiência da energia da água, o uso crescente da energia a vapor e o desenvolvimento das máquinas-ferramentas, além da substituição da madeira e de outros bicombustíveis pelo carvão. A revolução teve início na Inglaterra e em poucas décadas se espalhou para a Europa Ocidental os Estados Unidos.
A Revolução Industrial é um divisor de águas na história e quase todos os aspectos da vida cotidiana da época foram influenciados de alguma forma por esse processo. A população começou a experimentar um crescimento sustentado sem precedentes históricos, com uma boa renda média.

Primeira Revolução Industrial

Primeira Revolução Industrial ocorreu em meados do século XVIII e do século XIX. Sua principal característica foi o surgimento da mecanização que operou significativas transformações em quase todos os setores da vida humana. E teve seu inicio na Inglaterra.

Segunda Revolução Industrial

A partir do final do século XIX, período conhecido como a fase da livre concorrência fica para trás e o capitalismo se tornava cada vez menos competitivo e mais monopolista. Empresas ou países monopolizavam o comércio. Era a fase do capitalismo financeiro ou monopolista.

Terceira Revolução Industrial

O ponto culminante do desenvolvimento industrial, em termos de tecnologia, teve início em meados do século XX, por volta de 1950, com o desenvolvimento da eletrônica. Esta permitiu o desenvolvimento da informática e a automação das indústrias.
Deste modo, as indústrias foram dispensando a mão de obra humana e passaram a depender cada vez mais das máquinas para fabricar seus produtos. O trabalhador intervinha como supervisor ou em apenas algumas etapas da produção.





Revolução técnica - cientifica informacional
A Revolução Técnico-científico-informacional ou Terceira Revolução Industrial entrou em vigor na segunda metade do século XX, principalmente a partir da década de 1970, quando houve uma série de descobertas e evoluções no campo tecnológico.
Essa nova etapa de produção está vinculada à inserção de uma enorme quantidade de tecnologia e informação. Essa revolução, por sua vez, está ligada diretamente à informática, robótica, telecomunicação, química, uso de novos materiais, biotecnologia, engenharia genética, entre muitos outros, que recentemente fazem parte de praticamente todos os segmentos produtivos que marcam essa etapa, assim como outros fatos marcaram as revoluções industriais do passado.
Essa revolução é um dos principais combustíveis para o desenvolvimento do capitalismo moderno e especialmente do processo de globalização que visa uma flexibilidade de informações, além de um acelerado dinamismo no fluxo de capitais e mercadorias. Diante dessa afirmativa, veja a seguir alguns itens indispensáveis na economia contemporânea.

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